A jornada máxima de trabalho é de oito horas por dia. Caso o empregado trabalhe mais do que isso, o patrão deve pagar as horas extras, com acréscimo de no mínimo 50%. Por exemplo: se alguém recebe R$ 40,00 por dia, cada uma das oito horas trabalhadas vale R$ 5,00. Assim, se trabalhar além do expediente normal, deve ganhar pelo menos R$ 7,50 por cada hora trabalhada além do expediente. Nos acordos coletivos, um número maior do que os 50% pode ser combinado entre patrão e empregados. Somente em casos excepcionais a lei admite a prorrogação da jornada diária sem pagamento de hora extra.

A lei é clara e determina que nenhum funcionário deve ser obrigado a praticar horas extras se ele não quiser. Outro ponto importante é que a lei determina que as horas extras precisam ter uma justificativa de extrema necessidade para que sejam praticadas.

Já no caso dos jovens aprendizes, mesmo eles sendo registrados através da CLT, o cumprimento de horas extras não é permitido. Isso porque esse tipo de trabalhador muitas vezes corresponde a pessoas menores de idade e que ainda estão em fase de treinamento. Sendo assim, a prática de horas extras para os jovens aprendizes é negada. Estagiário